27/01/2009

ENGANO NOVO

Foto: "limpeza de pasto" clandestina na região de Teixeira de Freitas, extremo Sul da Bahia, abril de 2008.

DAF/SFC/SEMA - CANCELAMENTO DE Reconhecimento e emissão de crédito de Volume Florestal

O Superintendente de Políticas Florestais, Conservação e Biodiversidade da SFC/SEMA, no exercício de sua competência, que lhe foi delegada Resolve: Cancelar o Reconhecimento de Crédito de Volume Florestal Nº 204/08, publicado em 18 de setembro de 2008, objeto do processo n° 14.2006.0035124, tendo como requerente ORLANDO CARVALHO DE OLIVEIRA.

Salvador, 22 de janeiro de 2009. PLÍNIO AUGUSTO DE CASTRO LIMA – superintendente EM EXERCÍCIO.



RESOLUÇÃO Nº 3917 DE 23 DE JANEIRO DE 2009. O Presidente em exercício do CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CEPRAM, no uso de suas atribuições e, tendo em vista o que consta do Processo SEMA nº 1420090000651, RESOLVE: Art. 1.º - Conceder “Ad Referendum” do Colegiado, PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CUMPRIMENTO DOS CONDICIONANTES EM LICENÇA DE IMPLANTAÇÃO veiculada pela Resolução CEPRAM nº 3904 de 7/11/2008, concedida à SESAB para o Hospital do Subúrbio, na forma do requerimento que consta do referido processo . Art. 2.º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. EDUARDO MATTEDI WERNECK – Presidente em exercício



RESOLUÇÃO Nº 3918 DE 23 DE JANEIRO DE 2009. O Presidente em exercício do CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CEPRAM, no uso de suas atribuições e, tendo em vista o que consta do Processo SEMA nº 1420090001232, RESOLVE: Art. 1.º - Conceder “Ad Referendum” do Colegiado, PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CUMPRIMENTO DOS CONDICIONANTES EM LICENÇA DE IMPLANTAÇÃO veiculada pela Resolução CEPRAM nº 3892 de 21/10/2008, concedida à SESAB para o Hospital da Criança, na forma do requerimento que consta do referido processo . Art. 2.º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. EDUARDO MATTEDI WERNECK – Presidente em exercício

Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia - 24 e 25 de janeiro de 2009.


Número um: de novo, Sema? Até hoje estão revendo as sobras do trabalho estranhamente executado por vcs?

Numeros dois e três: de novo, presidente do CEPRAM? Ad referendum? Prorrogação para cumprimento de condicionantes? Porque a gente não fecha logo o órgão licenciador e fica emitindo licenças como num cartório, só carimbando? Seria mais condizente com a realidade.

26/01/2009

A ONDA DO MAR LEVA

Girona, Catalunya, 6 nov 2008 © Federico Franchesc
Fonte: Pelos Mares

O show ontem foi uma delícia. Chegamos mais cedo e nos acomodamos num bom lugar, observando o cenário com longos panôs em tons de azul com estampas de cavalos marinhos e arabescos que desciam pelo palco, na frente do qual havia uma enorme concha em tom areia.

Todo esse ambiente, ao cair da tarde, foi perfeito para a aparição de Adriana. Com um improvável e maravilhoso figurino vermelho (by Gilda Midani), num belíssimo contraste com o cenário, ela surgiu, tranquila e ao mesmo tempo suntuosa, com músicas de "Maré".

O show foi se desenrolando bem, ela conversando pouco com a platéia, mas mantendo um contato cordial. Não precisa muito além disso, a comunição se desenrola é pela música. Conta um caso, outro, mas não precisa ficar dando uma de animadora de auditório.

Durante essa primeira parte do show, senti uma tranquilidade muito grande ao perceber que o vento estava soprando sobre a Concha Acústica, que eu estava vendo aquele cenário elaborado, ouvindo aquelas canções que eu já tinha ouvido em casa em decorrência de ter conhecido o A. e que eu estava lá, serena, de mãos dadas, com um sorriso nos lábios.

Lembrei de um outro show em que fui na Concha Acústica, em 1997, quando vim morar na Bahia, onde tocaram Penélope, Cascadura, Dead Billies, Brincando de Deus e mais uma banda que eu não lembro. Lembro que eu detestei o show, detestei tudo, passei o show inteiro reclamando, só gostei de Dead Billies. Tudo era pouco demais para mim.

Então, ontem fiquei bem feliz por eu estar tranquila.

Quando Adriana apresentou a banda, bem competente por sinal (eram dois bateristas, isso me intrigou bastante), é que eu percebi que o tecladista era o Bruno Medina, ex- Los Hermanos. Depois da banda apresentada, ela iniciou uma sessão solo, ela e o violão. Aí cantou os hits, e dessa parte eu não gostei tanto, fiquei pensando como ela fez tanto sucesso, pois as letras nao são tão fáceis assim.

Mas vi que o trabalho dela amadureceu bastante, hoje as canções estão bem melhores, antes ela era bem mais chatinha, hoje está mais leve, menos imperativa, menos egocêntrica nas letras.

Achei que depois dessa parte ela fosse encerrar o show, mas então, na volta de banda, ela deixou o "banquinho e violão", ficou em pé, e fez ainda uma terceira parte do show, demonstrando muito prazer em estar lá.

No bis, surpreendeu. Cantou "Quem Vem para a Beira do Mar", de Caymmi, num clima intimista que me comoveu e me fez pensar que talvez aí esteja o motivo de eu ter ficado em Salvador. Depois, beirando o brega, atacou de "Meu Mundo e Nada Mais", de Guilherme Arantes, uma música que não é alegre. Muito boa a proposta de adequar ao clima depressivo da letra o figurino de um robe de chambre, tipo "please don't disturb".

Em seguida, veio "Deixa o Verão", de Los Hermanos. Emendando com o clima "nem tudo deve ser alegria sempre", veio o refrão "deixa o verão para mais tarde", no rock/ska com Adriana empunhando a guitarra. Ela fez questão de se aproximar de Bruno Medina, como se disesse que é uma honra para ela tê-lo na banda.

O que eu achei fantástico foi que no final da música a banda ameaçou uma coisa percursiva, eu até pensei que eles fossem emendar com outra música meio axé, para encerrar como tudo se encerra na Bahia. Iniciou-se um arremedo de berimbau, a platéia ensaiou uma dança mais rebolativa, ficou-se nessa alguns momentos e... a banda interrompeu tudo, voltando para o rock, e para o refrão "deixa o verão para mais tarde", hahahaha. Sacanearam vocês, galera!!!!!

Mas foram aplaudidíssimos, pediram bis e voltaram... Aí já tinha sido muito show e fui saindo mais cedo para não encarar a multidão.

25/01/2009

APRENDENDO A JOGAR


Não seria improvável. Seria impossível, se me perguntassem há tempos atrás, que eu fosse a um show da Adriana Calcanhotto. Confesso que quando recebi o convite, fiquei meio sem jeito de disparar, com aquela minha peculiar delicadeza: "mas eu odeio a Adriana Calcanhotto, o que eu vou fazer lá, com aquele monte de idiotas que vai estar assistindo o show dela?".

Então falei que a gente podia ir. E comecei a pensar em como fazer disso uma coisa que não me deixasse de mau humor. comecei escutando as músicas da Adriana Partimpim com as qual eu simpatizava, e aí fui me familirizando com a obra dela. Quando se despe de preconceitos, fica mais fácil. Leve-se em consideração que meu olhar talvez fosse benevolente, uma vez que eu já estava a caminho da "forca" mesmo.

Mas gostei desse último álbum, Maré, achei bem leve, não me irritou como é o costume entre esses cantoras (incluindo ela) atuais da música brasileira. E a partir de Maré, fui passeando por outros álbuns dela, mas sempre com medo de chegar naqueles dos hists que tanto me traumatizaram. Até ouvi alguns, mas confesso que voltei ao Maré e ao Partimpim.

Claro que quando se está apáixonada tudo é mais suave, mais sorridente. Estou indo feliz ao show, e não deixo de achar a vida uma coisa muito curiosa.

21/01/2009

CUCA FRESCA

Lá embaixo, o rio. Não adianta um otário(a) medir com GPS nem anotar o estado de conservação de vegetação, nem advertir o proprietário para recompor a área, porque quando isso for ocorrer, a Lei já mudou, ele já se reuniu com o deputado ruralista dele e com o meu, o seu e o nosso chefe, a multa já virou um quadro na parede e...
... o capim já tomou conta, ele já usou para pasto, ou já plantou dendê e vai montar uma barraquinha de acarajé.



Minc recua no Código Florestal


Diante do impasse sobre o Código Florestal, em exame pelo Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, decidiu retirar o apoio a mais de metade das propostas de ONGs ambientalistas. Com a mudança de posição, Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Minc voltaram a atuar em conjunto. Com o acordo feito entre Minc e Cassel, das 13 propostas iniciais dos ambientalistas restaram apenas 6. E elas permitirão a flexibilização nas regras do Código Florestal. Por exemplo: fora da Amazônia os agricultores poderão utilizar as margens dos rios para compor a reserva legal. Também deverá ser autorizado o plantio de espécies exóticas arbóreas perenes nas reservas legais, como o dendê. Falta definir somente o porcentual máximo de plantio. Também será permitida a compensação de reserva legal em outra sub-bacia na mesma bacia federal, no mesmo bioma e ecossistema -
OESP, 21/1, Nacional, p.A8.




Não posso trabalhar em algo em que não acredito. Fiscalizar isso é como se eu fosse votar em alguém, quando voto nulo - nem amarrada, meu chapa! Vão juntar APP com RL? Porque não se juntam todos e vão pro raio que os partam?

Eles mudam as Leis e querem que EU colabore com isso? Que me empenhe trabalhando, viajando, indo pro campo, gastando meus vigorosos quarentinha, perdendo meus finais de semana maravilhosos e serenos agora ao lado do meu gajo, sob o sol de Salvadô, para ficar no meio do mato em nome de um ideal que já não é mais factível perante a mixórdia que se tornou - ou sempre foi - a máquina política com a qual eles se mantêm no poder?

Uma água de coco, por favor.