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02/10/2016
02/10/2011
...:DE LONGE:...
Saudade do ex namorado me rondando há algumas semanas. Lembranças só das coisas boas, que se não tivessem deixado de existir não estariam só na lembrança. Mas saudade é assim: serve para a gente perdoar as pessoas e seguir a vida, às vezes com uma lagriminha no canto do olho, às vezes com um sorriso no meio da boca.
27/12/2010
MAPS
| Proximidades da minha (?) casa em Curitiba. 2009. |
1996. Ainda apaixonada pelo Mário, com quem eu havia começado a namorar no ano anterior, voltei para Curitiba.
Não tinha internet. Não tinha celular. Não tinha torpedo, Facebook, Twitter. E sinceramente, acho que o Mário não usaria muito essas coisas.
Tinha o que continua tendo: telefone - com interurbanos caros - e correios, onde a gente podia mandar e receber cartas com desenhos e mil palavras.
O caso é que quando voltei para Curitiba, o Mário estava namorando.
A gente não namorava mais, mas eu sabia que ele gostava de mim. E eu o amava.
Fui lá no bar que ele tinha, falei que tinha voltado,. Não foi fácil ter coragem para chegar lá na cara dura e conversar com ele na cozinha.
Não dava, ele gostava da menina.
Chorei, me arrastei, implorei. O que havia de ser maior que o meu amor por ele? (bem egocêntrico isso)
Fiquei num inferno mental. Ia aos shows, via o M. sozinho, ela nem sempre ia.
Eu e o Mário sempre fomos muito amigos, tínhamos muita coisa além do namoro.
Além de tudo, vários amigos torciam por nós.
Um dia, perguntei a um deles onde o M. estava morando.
- Vc vai até o terminal não sei qual, anda tantas ruas, vira à esquerda, é a terceira casa, de portão azul.
Numa manhã, ao voltar da night, ouvi tanto PJ Harvey que achava que ela me entendia.
Tomei banho e fui para a casa dele.
Procurei, procurei, perguntei para várias pessoas, mas nada.
Até que, não sabendo mais se eu estava à esquerda ou à direita, se tinha andado dezenove ou vinte e sete quadras, eu achei uma casa de portão um pouco azulado.
Tinha um gramado e uma criança brincando num balanço.
Uma mulher veio e me atendeu. Perguntei:
-Aqui é a casa do Mário?
Sim, era. Ela perguntou o que eu queria com ele. Falei que era coisa nossa.
Então ela me falou que o Mário era marido dela.
Hã?
Alguma coisa não estava certa. O M, casado e com uma criança brincando no balanço de uma árvore?
- O Mário, um grandão, assim, assado?
- Não, o Mário é meio baixinho, até.
Ah, tá.
Achei melhor ir para casa e dormir um pouco.
25/02/2009
VELA ABERTA
Um dos passeios que fizemos foi a ida às piscinas naturais de Pajuçara. Essa coisa de turismo de massa sempre me fez torcer o nariz. Quando me falaram que era uma delícia, vc ia para alto mar e encontrava as piscinas, onde era servida por garçons, eu pensei: vai dar merda, imagina um monte de gente no mar, comendo e bebendo? Para onde vai o lixo todo, será que existe algum estudo de impacto de carga, limitação para o número de visitantes?
Essas coisas fazem com que eu tenha um pouco mais de consciência crítica em relação ao senso comum, que se empanturra de cerveja, joga as latas não sei onde e fica feliz ouvindo música ruim. Mas tenho que ter cuidado para não virar cricri, para odiar tudo, reclamar de tudo e acabar ficando uma pessoa chata (admitindo-se que ainda tenho salvação, hahaha).
Então, acho que se deve buscar um equilíbrio entre o patrulhamento e a diversão, entre ser totalmente dotada de personalidade e não ter capacidade para aproveitar os momentos simples que a vida nos proporciona.
Essas coisas fazem com que eu tenha um pouco mais de consciência crítica em relação ao senso comum, que se empanturra de cerveja, joga as latas não sei onde e fica feliz ouvindo música ruim. Mas tenho que ter cuidado para não virar cricri, para odiar tudo, reclamar de tudo e acabar ficando uma pessoa chata (admitindo-se que ainda tenho salvação, hahaha).
Então, acho que se deve buscar um equilíbrio entre o patrulhamento e a diversão, entre ser totalmente dotada de personalidade e não ter capacidade para aproveitar os momentos simples que a vida nos proporciona.
É um aprendizado, ao qual eu tenho me mostrado disposta, e que tem me rendido alegrias e serenidade. Muita presunção achar que vai mudar o mundo, né? A dicotomia da menina que foi punk aos 15 anos e a mulher de 40 que quer tranquilidade.
Como dizia o Sérgio Sampaio, não é vivendo que se aprende mas é vivendo que se aprende a viver.
Como dizia o Sérgio Sampaio, não é vivendo que se aprende mas é vivendo que se aprende a viver.
24/02/2009
MARTELO ALAGOANO
Fachada da Catedral de Maceió
Fugindo do Carnaval, fui conhecer Maceió. A primeira capital do Nordeste que conheço, fora Salvador, e o primeiro Estado, fora a Bahia. No início, pensávamos apenas em dar uma descansada, ir para o Litoral Norte, ficar aqui pela Linha Verde mesmo.
Mas a galera não tem noção, colocou os preços de pousada lá em cima. Aí dá um aperto ao pensar em pagar o quádruplo do preço numa viagem que está à mão, que vc pode fazer em qualquer final de semana pagando bem menos. Outras opções? Chapada Diamantina, onde os preços tb estavam salgados, e para onde também se pode escapar em uma outra oportunidade.
Aí, A. sugeriu Aracaju. Comecei a conversar com o povo do trabalho e descobri que Aracaju é o "quintal" dos baianos. Só que já estava tudo lotado, mesmo 30 dias antes da data. Então veio a sugestão de Maceió, idéia que eu prontamente encampei.
Mas a galera não tem noção, colocou os preços de pousada lá em cima. Aí dá um aperto ao pensar em pagar o quádruplo do preço numa viagem que está à mão, que vc pode fazer em qualquer final de semana pagando bem menos. Outras opções? Chapada Diamantina, onde os preços tb estavam salgados, e para onde também se pode escapar em uma outra oportunidade.
Aí, A. sugeriu Aracaju. Comecei a conversar com o povo do trabalho e descobri que Aracaju é o "quintal" dos baianos. Só que já estava tudo lotado, mesmo 30 dias antes da data. Então veio a sugestão de Maceió, idéia que eu prontamente encampei.
Foram todas as delícias de planejar a viagem, de comprar (consumo, consumo!) as coisas que faltavam para compor um look praiano, de reservar hotel e passagem, de saber que finalmente eu ficaria dias e dias ao lado dele.
Foi tudo maravilhoso, calmo, tranquilo. Até mesmo pequenos choques de visões, que inevitavelmente temos, serviram para consolidar mais o nosso namoro, que fez aniversário de dois meses. Foi interessante perceber como nos comportamos em situações que poderiam gerar alguma crise (eu e os meus radicalismos, muitas vezes inevitáveis) e que, ao menos por ora, a vontade que temos de ficar juntos supera outros aspectos.
Chegamos em Maceió num dia nublado, que aproveitamos para fazer um tour pela cidade. Conhecemos a Catedral, alguns mirantes, fomos à Lagoa do Mundaú, ao Mercado de Artesanato... Passamos em alguns outros lugares que eu gostaria de conhecer, como o Museu Palácio Floriano Peixoto, mas acabamos não entrando, em decorrência de outras escolhas no roteiro.
Gostei muito do painel no anexo da Assembléia Legislativa, assim como gostei de ver uma faixa numa avenida da cidade, dizendo não aos Taturanas. Impossível esquecer que eu estava na terra do Fernandinho Cheira Pó, o mauricinho, o playboy ladrão das carteiras das velhinhas, o cara que nunca deveria ter voltado.
Queria ter ficado mais por dentro de algumas manifestações culturais como o Boi Bumbá e também ter visitado algum memorial sobre Zumbi dos Palmares. Certamente há muito mais para se ver na cidade do que o que foi visto, mas para o tempo que dispunhámos e para os propósitos que tínhamos, valeu.
Foi tudo maravilhoso, calmo, tranquilo. Até mesmo pequenos choques de visões, que inevitavelmente temos, serviram para consolidar mais o nosso namoro, que fez aniversário de dois meses. Foi interessante perceber como nos comportamos em situações que poderiam gerar alguma crise (eu e os meus radicalismos, muitas vezes inevitáveis) e que, ao menos por ora, a vontade que temos de ficar juntos supera outros aspectos.
Chegamos em Maceió num dia nublado, que aproveitamos para fazer um tour pela cidade. Conhecemos a Catedral, alguns mirantes, fomos à Lagoa do Mundaú, ao Mercado de Artesanato... Passamos em alguns outros lugares que eu gostaria de conhecer, como o Museu Palácio Floriano Peixoto, mas acabamos não entrando, em decorrência de outras escolhas no roteiro.
Gostei muito do painel no anexo da Assembléia Legislativa, assim como gostei de ver uma faixa numa avenida da cidade, dizendo não aos Taturanas. Impossível esquecer que eu estava na terra do Fernandinho Cheira Pó, o mauricinho, o playboy ladrão das carteiras das velhinhas, o cara que nunca deveria ter voltado.
Queria ter ficado mais por dentro de algumas manifestações culturais como o Boi Bumbá e também ter visitado algum memorial sobre Zumbi dos Palmares. Certamente há muito mais para se ver na cidade do que o que foi visto, mas para o tempo que dispunhámos e para os propósitos que tínhamos, valeu.
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