Contudo, o Relatório já não é mais o mesmo que veio da Câmara. Há uma porta de negociação - muito influenciada pela movimentação da sociedade civil - que não havia naquele momento. Temos que ter força e fôlego!
21/09/2011
...:CONFIANÇA:...
Então, a gente chega em casa e dá de cara com essa notícia maravilhosa. (Katita Abreu e mais uma de suas pérolas, ao final da matéria). Reparar que Rollemberg, Jucá e Jorge Viana (até tu, Brutus?) votaram a favor alegando confiar no Luiz Henrique (cof, cof) para fazer ajustes necessários. Sendo que o Jorge Viana é o Relator da Comissão de Meio Ambiente.
Segue o baile.
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20/09/2011
...:NÃO PASSARÃO:...

Amanhã Dia da Árvore, não temos o que comemorar. O SOS Florestas - Paraná convida todos a comparecerem a partir das 15h30 na Pça Osório para reforçarem o manifesto em defesa do Código Florestal Brasileiro.
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19/09/2011
...:BRINDE:...
Eu realmente me comovo com a bondade humana. Vem cá, para mim ng quer ceder nada, né?
...:GOLPE:...
Lei 4771/65 aniquliada pela MP 571/12. Que podridão! Que tristeza para nossa Pátria, mãe gentil. Que QUADRILHA essa Frente Parlamentar Agropecuária! Que vergonha desse governo tb, que deixou (Aldo Rebello) as coisas chegarem onde estão. Que texto original INFAME, sendo tratado como se fosse bom. Tenho asco, mais que sempre, pelo que a sociedade se transformou.
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...:REPEAT:...
Quem é a pessoa que consegue esquecer de tampar o reservatório de água do radiador do carro, sair por aí e ficar com o carro fervendo no meio da rua? Ok, mas quem é a pessoa que perde a tampa DUAS vezes?
17/09/2011
...:ESNOBÊ:...
Então ontem eu fui numa palestra em que um cara da agroecologia perguntou ao debatedor quais as alternativas que ele via para a manutenção da populações tradicionais no campo, alicerçada em práticas de produção de sementes crioulas, conservação da biodiversidade e segurança alimentar. A resposta foi: "quem pode me dizer isso são vocês, pois eu vivo em Paris". #mefazumagarapa
14/09/2011
...:MEMÉIA:...
Hahaha, a Kátia Abreu perdeu TOTALMENTE a compostura (alguém perde o que não tem?) e isso acabou chamando atenção só para uma coisa: há algo de podre no ar. Resultado: a Comissão de Constituição e Justiça adiou a votação do PLC por uma semana. Uhúúú!
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09/09/2011
...:BOLA DE CRISTAL:...
Tem o texto de 2008, o de 2009, o de 2010. Para não termos o texto de 2027, o de 2056, vamos agir DJÁ! Sem essa de que tudo está perdido! Não dá é para deixar desse jeito! Em defesa do Código Florestal, das Áreas de Preservação Permanente, do Ordenamento do Solo Urbano! E aí, Luiz Henrique?
...:DE NOVO:...
08/09/2011
...:SEM DESMONTE:...
Arquivo com abaixo-assinado em defesa do Código Florestal. É só imprimir (pode ser só a segunda folha) a matriz, fotocopiar as adicionais e mandar bala junto à sua família, amigos, comunidade, banda, balada, escola, trabalho... Em Curitiba, as folhas podem ser entregues na barraca do SOS Florestas na Boca Maldita (confirmem antes comigo, please).
...:ENTRE NÓS:...
Bem legal essa coisa de cada estado poder fazer seu Zoneamento, sem precisar passar por um Conselho NACIONAL de Meio Ambiente, néam! Conama para q, se em casa a gente resolve tudo sem tanto alarde?
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...:JUICE:...
O Agente Laranja a serviço da (des)humanidade. Reparem na praticidade, não precisa nem de motosserra!
07/09/2011
PÁTRIA AMADA
![]() |
| Adelson, estudante de Biologia da UTP, Toninho, eu, Éder e Vinícius após a sessão plenária. |
![]() | |
| Nota no Correio Paranaense |
Após as palestras de abertura da XIII Semana de Biologia da Universidade Tuiuti do Paraná, um estudante nos procurou. Animado, nos convidou para ir no dia seguinte à Câmara Municipal de São José dos Pinhais/PR, para falarmos sobre o Código Florestal.
Em tempos bicudos - se não o fossem, não teríamos, dentre outras coisas, a proposta de mutilação do Código tramitando no Senado - o convite vindo de alguma instância de poder já me causou uma (boa) surpresa.
Parecíamos todos revigorados com os ventos que sopraram após a palestra de Teresa Urban, que compôs a mesa para tratar de "Patrimônio Natural do Paraná: presente e futuro", e fez um recorte sobre o Código Florestal, bandeira que empunha com firmeza.
O convite era irrecusável. Durante a palestra de Teresa, o rapaz havia telefonado para o chefe, um dos 14 vereadores de São José, e deixado tudo engatilhado. Só estava esperando nossa resposta:
- Sim, disse eu.
Ainda sonolentos, na manhã seguinte eu, Éder (19 anos, estudante de Biologia da UFPR) e Vinícius (20 anos, estudante de Eng Florestal da UFPR) nos dirigimos pelo caminho que a moça do GPS nos indicou para chegar ao nosso destino.
Adelson, o estudante, futuro biólogo e assessor parlamentar entusiasmadíssimo nos recebeu e em poucos minutos chegou o vereador Toninho da Anderson (PP). Seria realmente uma manhã com acontecimentos inesperados.
Não me cabe aqui elogiar a vida pública de alguém cuja conduta nunca acompanhei, mas posso falar dos momentos que passamos no gabinete. Em primeiro lugar, se eu encontrasse com aquele senhor num local que não fosse uma casa legislativa, talvez não suspeitasse que ele seria vereador. E, caso ele pedisse para eu adivinhar de que partido ele era, jamais eu diria que ele seria do PP.
Então, começamos a conversar sobre o Código. Logo, Toninho escreveu seu discurso, conclamando todos os vereadores a assinarem o manifesto em defesa das florestas, feito cumprido por todos os presentes à sessão.
Para um município como São José dos Pinhais, onde a presença dos mananciais estabelece sua importância no abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, a discussão do Código se reveste de especial interesse.
Após a sessão, andamos por alguns Gabinetes - com a facilitação do escudeiro Adelson - e conseguimos o comprometimento de alguns vereadores em relação à divulgação do abaixo-assinado junto às suas bases.
- Ah! Comprometimento? De políticos, ainda por cima? Vc deve estar brincando!
Pois eu tb reagiria incrédula. Contudo, tivemos notícias que a avó de um estudante, que participa de um clube da Terceira Idade, assinou o manifesto, bem como o tio desse mesmo estudante, que é bancário.
Não por coincidência, visitamos dois vereadores cujas bases são exatamente essas.
O SOS Florestas é uma campanha apartidária. Une-se em torno de uma causa. É, eu não imaginava que isso seria possível num país em que vejo, desde que comecei compreender as coisas, mais ou menos aos dez anos de idade, o que todos nós temos visto.
Mas sempre temos muito a aprender. Muitas vezes, com os mais jovens, muitas vezes com o que já fizemos, e muitas vezes com o que está bem perto da gente.
Feliz Dia da Pátria para todos nós.
Em tempos bicudos - se não o fossem, não teríamos, dentre outras coisas, a proposta de mutilação do Código tramitando no Senado - o convite vindo de alguma instância de poder já me causou uma (boa) surpresa.
Parecíamos todos revigorados com os ventos que sopraram após a palestra de Teresa Urban, que compôs a mesa para tratar de "Patrimônio Natural do Paraná: presente e futuro", e fez um recorte sobre o Código Florestal, bandeira que empunha com firmeza.
O convite era irrecusável. Durante a palestra de Teresa, o rapaz havia telefonado para o chefe, um dos 14 vereadores de São José, e deixado tudo engatilhado. Só estava esperando nossa resposta:
- Sim, disse eu.
Ainda sonolentos, na manhã seguinte eu, Éder (19 anos, estudante de Biologia da UFPR) e Vinícius (20 anos, estudante de Eng Florestal da UFPR) nos dirigimos pelo caminho que a moça do GPS nos indicou para chegar ao nosso destino.
Adelson, o estudante, futuro biólogo e assessor parlamentar entusiasmadíssimo nos recebeu e em poucos minutos chegou o vereador Toninho da Anderson (PP). Seria realmente uma manhã com acontecimentos inesperados.
Não me cabe aqui elogiar a vida pública de alguém cuja conduta nunca acompanhei, mas posso falar dos momentos que passamos no gabinete. Em primeiro lugar, se eu encontrasse com aquele senhor num local que não fosse uma casa legislativa, talvez não suspeitasse que ele seria vereador. E, caso ele pedisse para eu adivinhar de que partido ele era, jamais eu diria que ele seria do PP.
Então, começamos a conversar sobre o Código. Logo, Toninho escreveu seu discurso, conclamando todos os vereadores a assinarem o manifesto em defesa das florestas, feito cumprido por todos os presentes à sessão.
Para um município como São José dos Pinhais, onde a presença dos mananciais estabelece sua importância no abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, a discussão do Código se reveste de especial interesse.
Após a sessão, andamos por alguns Gabinetes - com a facilitação do escudeiro Adelson - e conseguimos o comprometimento de alguns vereadores em relação à divulgação do abaixo-assinado junto às suas bases.
- Ah! Comprometimento? De políticos, ainda por cima? Vc deve estar brincando!
Pois eu tb reagiria incrédula. Contudo, tivemos notícias que a avó de um estudante, que participa de um clube da Terceira Idade, assinou o manifesto, bem como o tio desse mesmo estudante, que é bancário.
Não por coincidência, visitamos dois vereadores cujas bases são exatamente essas.
O SOS Florestas é uma campanha apartidária. Une-se em torno de uma causa. É, eu não imaginava que isso seria possível num país em que vejo, desde que comecei compreender as coisas, mais ou menos aos dez anos de idade, o que todos nós temos visto.
Mas sempre temos muito a aprender. Muitas vezes, com os mais jovens, muitas vezes com o que já fizemos, e muitas vezes com o que está bem perto da gente.
Feliz Dia da Pátria para todos nós.
10/07/2011
RETURN
De repente, duas bandas que passei décadas sem ouvir - mas que no último semestre ficaram girando REPETIDAMENTE em todos os aparelhos emissores de som ao meu alcance - iam tocar na cidade na qual me encontro.
Calhei de ouvir antes DeFalla, e depois, Beijo aa Força, desde que me mudei para São Paulo.
DeFalla porque me pareceu cru o bastante para expressar toda a euforia e desforra pelo fato de eu estar numa megalópole após 13 anos de desidentificação cultural nos cantos onde morei.
Ouvia na academia quando tentava emagrecer para novamente ter a vida saudável e o corpo almejado, ouvia ao levantar em horário mais tardio que o recomendado pela culpa cristã, ouvia ao enfim começar meu dia, e cantava alto enquanto me embrenhava nas tarefas domésticas, fingindo que elas eram realmente essenciais para que as profissionais (re)começassem.
Ouvia antes de sair, sempre sozinha, para todas as agora atingíveis programações culturais e pensava que sim, logo logo eu estaria ambientada e não sairia, como sempre, sozinha.
Ouvia ao chegar, invariavelmente sozinha, em casa e subir com meus caros e espalhafatosos sapatos cosmopolistas os degraus do meu tão suado sobradinho da Mooca.
Já Beijo aa Força eu ouvia menos - e menos para uma pessoa superlativa nunca é pouco - por absoluta covardia. A covardia que me afastou 16 anos de Curitiba, com raros e sumários retornos.
Conforme a resistência ao visitar Curitiba se esvanescia, minha história sonora com a cidade se refazia. Por meio de downloads no Stereo Toaster, as fitas cassete remendadas com durex e as coletâneas de vinil compartilhadas com as amigas ressonavam, de uma maneira que não precisava ser dolorosa nem incômoda.
Eu não precisava mais fugir da minha juventude. Afinal, parece que eu já sou gente grande.
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