Bem legal essa coisa de cada estado poder fazer seu Zoneamento, sem precisar passar por um Conselho NACIONAL de Meio Ambiente, néam! Conama para q, se em casa a gente resolve tudo sem tanto alarde?
08/09/2011
...:JUICE:...
O Agente Laranja a serviço da (des)humanidade. Reparem na praticidade, não precisa nem de motosserra!
07/09/2011
PÁTRIA AMADA
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| Adelson, estudante de Biologia da UTP, Toninho, eu, Éder e Vinícius após a sessão plenária. |
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| Nota no Correio Paranaense |
Após as palestras de abertura da XIII Semana de Biologia da Universidade Tuiuti do Paraná, um estudante nos procurou. Animado, nos convidou para ir no dia seguinte à Câmara Municipal de São José dos Pinhais/PR, para falarmos sobre o Código Florestal.
Em tempos bicudos - se não o fossem, não teríamos, dentre outras coisas, a proposta de mutilação do Código tramitando no Senado - o convite vindo de alguma instância de poder já me causou uma (boa) surpresa.
Parecíamos todos revigorados com os ventos que sopraram após a palestra de Teresa Urban, que compôs a mesa para tratar de "Patrimônio Natural do Paraná: presente e futuro", e fez um recorte sobre o Código Florestal, bandeira que empunha com firmeza.
O convite era irrecusável. Durante a palestra de Teresa, o rapaz havia telefonado para o chefe, um dos 14 vereadores de São José, e deixado tudo engatilhado. Só estava esperando nossa resposta:
- Sim, disse eu.
Ainda sonolentos, na manhã seguinte eu, Éder (19 anos, estudante de Biologia da UFPR) e Vinícius (20 anos, estudante de Eng Florestal da UFPR) nos dirigimos pelo caminho que a moça do GPS nos indicou para chegar ao nosso destino.
Adelson, o estudante, futuro biólogo e assessor parlamentar entusiasmadíssimo nos recebeu e em poucos minutos chegou o vereador Toninho da Anderson (PP). Seria realmente uma manhã com acontecimentos inesperados.
Não me cabe aqui elogiar a vida pública de alguém cuja conduta nunca acompanhei, mas posso falar dos momentos que passamos no gabinete. Em primeiro lugar, se eu encontrasse com aquele senhor num local que não fosse uma casa legislativa, talvez não suspeitasse que ele seria vereador. E, caso ele pedisse para eu adivinhar de que partido ele era, jamais eu diria que ele seria do PP.
Então, começamos a conversar sobre o Código. Logo, Toninho escreveu seu discurso, conclamando todos os vereadores a assinarem o manifesto em defesa das florestas, feito cumprido por todos os presentes à sessão.
Para um município como São José dos Pinhais, onde a presença dos mananciais estabelece sua importância no abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, a discussão do Código se reveste de especial interesse.
Após a sessão, andamos por alguns Gabinetes - com a facilitação do escudeiro Adelson - e conseguimos o comprometimento de alguns vereadores em relação à divulgação do abaixo-assinado junto às suas bases.
- Ah! Comprometimento? De políticos, ainda por cima? Vc deve estar brincando!
Pois eu tb reagiria incrédula. Contudo, tivemos notícias que a avó de um estudante, que participa de um clube da Terceira Idade, assinou o manifesto, bem como o tio desse mesmo estudante, que é bancário.
Não por coincidência, visitamos dois vereadores cujas bases são exatamente essas.
O SOS Florestas é uma campanha apartidária. Une-se em torno de uma causa. É, eu não imaginava que isso seria possível num país em que vejo, desde que comecei compreender as coisas, mais ou menos aos dez anos de idade, o que todos nós temos visto.
Mas sempre temos muito a aprender. Muitas vezes, com os mais jovens, muitas vezes com o que já fizemos, e muitas vezes com o que está bem perto da gente.
Feliz Dia da Pátria para todos nós.
Em tempos bicudos - se não o fossem, não teríamos, dentre outras coisas, a proposta de mutilação do Código tramitando no Senado - o convite vindo de alguma instância de poder já me causou uma (boa) surpresa.
Parecíamos todos revigorados com os ventos que sopraram após a palestra de Teresa Urban, que compôs a mesa para tratar de "Patrimônio Natural do Paraná: presente e futuro", e fez um recorte sobre o Código Florestal, bandeira que empunha com firmeza.
O convite era irrecusável. Durante a palestra de Teresa, o rapaz havia telefonado para o chefe, um dos 14 vereadores de São José, e deixado tudo engatilhado. Só estava esperando nossa resposta:
- Sim, disse eu.
Ainda sonolentos, na manhã seguinte eu, Éder (19 anos, estudante de Biologia da UFPR) e Vinícius (20 anos, estudante de Eng Florestal da UFPR) nos dirigimos pelo caminho que a moça do GPS nos indicou para chegar ao nosso destino.
Adelson, o estudante, futuro biólogo e assessor parlamentar entusiasmadíssimo nos recebeu e em poucos minutos chegou o vereador Toninho da Anderson (PP). Seria realmente uma manhã com acontecimentos inesperados.
Não me cabe aqui elogiar a vida pública de alguém cuja conduta nunca acompanhei, mas posso falar dos momentos que passamos no gabinete. Em primeiro lugar, se eu encontrasse com aquele senhor num local que não fosse uma casa legislativa, talvez não suspeitasse que ele seria vereador. E, caso ele pedisse para eu adivinhar de que partido ele era, jamais eu diria que ele seria do PP.
Então, começamos a conversar sobre o Código. Logo, Toninho escreveu seu discurso, conclamando todos os vereadores a assinarem o manifesto em defesa das florestas, feito cumprido por todos os presentes à sessão.
Para um município como São José dos Pinhais, onde a presença dos mananciais estabelece sua importância no abastecimento de água da Região Metropolitana de Curitiba, a discussão do Código se reveste de especial interesse.
Após a sessão, andamos por alguns Gabinetes - com a facilitação do escudeiro Adelson - e conseguimos o comprometimento de alguns vereadores em relação à divulgação do abaixo-assinado junto às suas bases.
- Ah! Comprometimento? De políticos, ainda por cima? Vc deve estar brincando!
Pois eu tb reagiria incrédula. Contudo, tivemos notícias que a avó de um estudante, que participa de um clube da Terceira Idade, assinou o manifesto, bem como o tio desse mesmo estudante, que é bancário.
Não por coincidência, visitamos dois vereadores cujas bases são exatamente essas.
O SOS Florestas é uma campanha apartidária. Une-se em torno de uma causa. É, eu não imaginava que isso seria possível num país em que vejo, desde que comecei compreender as coisas, mais ou menos aos dez anos de idade, o que todos nós temos visto.
Mas sempre temos muito a aprender. Muitas vezes, com os mais jovens, muitas vezes com o que já fizemos, e muitas vezes com o que está bem perto da gente.
Feliz Dia da Pátria para todos nós.
10/07/2011
RETURN
De repente, duas bandas que passei décadas sem ouvir - mas que no último semestre ficaram girando REPETIDAMENTE em todos os aparelhos emissores de som ao meu alcance - iam tocar na cidade na qual me encontro.
Calhei de ouvir antes DeFalla, e depois, Beijo aa Força, desde que me mudei para São Paulo.
DeFalla porque me pareceu cru o bastante para expressar toda a euforia e desforra pelo fato de eu estar numa megalópole após 13 anos de desidentificação cultural nos cantos onde morei.
Ouvia na academia quando tentava emagrecer para novamente ter a vida saudável e o corpo almejado, ouvia ao levantar em horário mais tardio que o recomendado pela culpa cristã, ouvia ao enfim começar meu dia, e cantava alto enquanto me embrenhava nas tarefas domésticas, fingindo que elas eram realmente essenciais para que as profissionais (re)começassem.
Ouvia antes de sair, sempre sozinha, para todas as agora atingíveis programações culturais e pensava que sim, logo logo eu estaria ambientada e não sairia, como sempre, sozinha.
Ouvia ao chegar, invariavelmente sozinha, em casa e subir com meus caros e espalhafatosos sapatos cosmopolistas os degraus do meu tão suado sobradinho da Mooca.
Já Beijo aa Força eu ouvia menos - e menos para uma pessoa superlativa nunca é pouco - por absoluta covardia. A covardia que me afastou 16 anos de Curitiba, com raros e sumários retornos.
Conforme a resistência ao visitar Curitiba se esvanescia, minha história sonora com a cidade se refazia. Por meio de downloads no Stereo Toaster, as fitas cassete remendadas com durex e as coletâneas de vinil compartilhadas com as amigas ressonavam, de uma maneira que não precisava ser dolorosa nem incômoda.
Eu não precisava mais fugir da minha juventude. Afinal, parece que eu já sou gente grande.
20/05/2011
PAUSA
As luzes de SP que esperem - agora respiro vapor do leite quente.
Um quarteirão estava sendo pouco para um mundo de óleo diesel.
17/05/2011
HOT MILK
Precisei dar voltas, fazer firulas, fingir que não queria.
Curitiba é meu homem.
Me chama de baby, me liga bêbado na madrugada, me mata de frio.
E eu gosto.
17/04/2011
TOLICE
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| Setlist do show de Martin e Eduardo na Virada Cultural 2011 |
Subi a escada como se não me importasse.
11/04/2011
FORMIDÁVEL PÚBLICO
| Clube Outs |
Salada - Bebidinhas - Vai, volta - Desta vez sem salto - Fila - Jura que a Black é mais cara? - Eu não entraria num bar com esse nome - Lembra do banheiro do Trainspotting? - Não, ela não é minha mina.
Risoto - Danette - Kraftwerk - Thanks God por eu ter um amigo solteiro.
07/04/2011
05/04/2011
SEMPRE
31/03/2011
CAPTION
| São Paulo, março de 2011. |
- Tchau, Tatiana, Não deu para me despedir direito de vc porque eu estava ocupado.
- Ah, tudo bem, eu vi e não quis incomodar. Então tchau, até amanhã.
Mas o que eu queria dizer era:
- Noooossa, vc notou que eu estava indo embora? \o/
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- Oi Tatiana. Achei que vc não viesse mais hoje.
- Pois é, me enrolei e só cheguei agora.
Mas eu queria falar era:
- Nooooosa, então vc sentiu a minha falta? \o/
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- Óculos bonitos. E ficam bem em vc.
- Obrigada. Meu irmão trouxe de fora, é bem barato lá, blábláblá.
Mas o que eu queria dizer era:
- Poxa, obrigada! E vc, cortou o cabelo?
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- Que bom que vc veio.
- Eu estou com a maior preguiça hoje. Vou indo, depois a gente conversa.
Mas o que eu queria dizer era:
- Hã? O que vc disse? É algo sobre mim? Eu sou envergonhada. Eu tb presto atenção em vc.
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Eu na esteira. Qual o motivo para tanta simpatia? Bom atendimento? Bom humor? Só amizade, Tatiana, não viaja!
Ai, esse barulho do cara ao lado correndo. Barulho ritmado. Eu não aguento correr. Mal aguento andar. Estou toda dolorida. Não tenho preparo físico para transar com um atleta.
Mas posso tentar isso e mais algumas coisas, né? ;)
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26/03/2011
25/03/2011
PANORÂMICA
| Mooca, março de 2011. |
Chá de maçã com canela - Empatia - Furadeira 110 V - Academia - GORDA - Incentivo - Equilíbrio - Sorrisos - GORDA se olhando no espelho enquanto faz esteira - Timidez.
Perdulária - Casa caótica - Veneno para ratos - Cortinas - Música - Primo - Quadros. Janela? Que Janela?
Since 1983 - Tiazinha do rock modernete - Conhaque com amarula - Balada - Telefonemas de 500 horas - Pé no freio.
Amizades - Sake - Encontrinhos - Gostosuras.
Tok Stok - Cinema - Starbucks - Fotografia. "Não desista". É, eu não desistiria.
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12/03/2011
BODY COUNT
| Tofu com shimeji |
Então enquanto eu ando a passo de lesma durante meio minuto na esteira, os caras ao lado correm como lebres durante horas.
Eu entro na academia e eles estão lá. Saio e eles continuam. Ouso correr numa velocidade mínima durante meia música e depois tenho que voltar para uma velocidade ridiculamente menor à minha marcha anterior.
Quando eu tinha 17 anos e minha mãe me colocou num curso de datilografia, também era assim.
Ficava dias treinando ASDFG, ASDFG e aí chegava uma guria e numa tarde datilografava uma lauda inteira.
Eu me importava muito mais com qual banda ia tocar em qual bar do que com a ordem das letras nos teclados.
Não saí empregada do curso de datilografia, nem vou sair sarada da academia.
Só quero poder esticar as pernas e dançar 15 pogos sem cansar.
Me olho no espelho e vejo como sou pequena - apesar de GORDA - perto do professor.
Cumprimento os gordos e esnobo os saradões (repulsão - insegurança - agressividade).
Penso se transar comigo é tão cansativo como correr 6 km em 30 minutos ou 10 km em tempo livre.
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