05/10/2008

DIAS DE SOL



Francisco Brennand.
Difícil escolher só uma foto do artista
Passeando entre suas esculturas
Vista aérea da Oficina Brennand
Desenhos e Pinturas em Exposição na Oficina
Todas as fotos são do site Oficina Brennand


Recentemente, conversando sobre o Museu de Arte Moderna da Bahia, um amigo me perguntou: você já viu o São Francisco de Brennand que tem lá? A ignorante aqui nunca tinha visto, e nem sabia quem era Brennand. Aí, fui dar uma procurada, néam?

Fiquei de carinha, véioooooooo! Tô de carinha até agora. Não sei o que me surpreendeu mais. Primeiro, a figura simpatíssísima do artista. Nascido em 1927, ainda está vivo, e reside em Recife, onde tem uma grande, maravilhosa, estupenda Oficina de Cerâmica. Imagina a batalha desse cara para chegar até aí, a história dele...

E apesar dessa figura meio folclórica, de barba branca, chapéu, roupas bem cortadas, ele não parece ser extamente um velhinho bondoso, deve ter que ter sido firme (assim é a vida de quem escolhe o ofício das artes) para mantes suas decisões, para não abrir mão de seus valores....

Pelo que li, ele nasceu numa família tradicional e o pai queria que ele seguisse sua profissão de burocrata para sucedê-lo nos negócios. Mas Brennand se pirulitou e foi estudar em Paris. A Oficina era uma fábrica de tijolos abandonada, de propriedade da família, que ele transformou brilhantemente num lugar que para mim, parece uma reverência à uma parte perdida do ser humano, ainda mais por ficar num lugar afastado da cidade, num lugar amplo, claro e com vegetação por perto.

Tem um certo conteúdo dito "erótico" nas esculturas dele... Teve até uma história de uma obra que foi encomendada e que na inauguração, a então primeira-dama quis impedir por achar que fazia referência a um falo. Mas ficou a obra, passou a primeira-dama. Sobre o tal erotismo, Brennand faz uma declaração neste site, onde também achei umas fotos bem interessantes de suas esculturas e da Oficina, bem como esses dados bibliográficos deste texto.

Agora, de babar messssssmo é o site da Oficina Brennand. Além do que já foi citado, apresenta também a linha de revestimento cerâmico (achei a linha etrusca simplesmente ma-ra-vi-lho-sa - ai, quando vou ter uma casa minha, para poder fazer umas coisinhas?). A linha decorada também, imagina que luxo vc ter na sua casa algo desenhado por um artista desses? Ou então, simplesmente (como se fosse pouca coisa) um dos outros revestimentos das outras linhas....

Os utilitários são lindos, charmosíssimos.... Um presente maravilhoso, tanto para ganhar quanto para ofertar...

A existência e a descoberta da arte e de artistas sempre dá uma revigorada nas coisas... Ainda mais nesse domingo bonito, ensolarado... Até me faz esquecer (eca) que daqui a pouco (eca) vou precisar (eca) ir justificar (eca) meu voto e enfrentar aquela palhaçada toda de propagandas e panfletagens.

Viva os domingos ensolarados!

04/10/2008

A MÃO DO HOMEM, MAIS UMA VEZ, AVANÇA



Há cerca de um ano e meio venho acompanhando a "evolução" dessa graaaande obra na Av. Garibaldi, em Salvador. Pena que eu não tenha fotografado desde o início. Percebi quando, ao lado do CME (Centro Médico e Empresarial), a porção de mata apareceu com uma placa: Reserva Ambiental - três mil e não sei quantos metros quadrados. Ih, isso não é exatamente assim, pensei logo.

Sim, porque quando alardeiam muito, não é bom sinal. Dito e feito. Logo, logo começaram a construir uma continuação do acesso para a entrada do CME, aumentando a malha viária, o que indica que não será um edifício pequeno (deve ter sido uma exigência da Prefeitura para a liberação do projeto, assim como a Reserva Ambiental - senão, nem ela sobrava, obviamente).

O caso é que a obra anda, e a placa está lá, amassada num canto, denotando bem a importância que se dá a essas coisas agora que as máquinas já estão carcomendo a terra.

07/09/2008

LUNAR CAUSTIC

Finalmente terminei de ler "Caústico Lunar", do inglês Malcom Lowry. A tradução é de Maurício Búrigo, bem como as esmeradas notas. A edição é de 2005, pela LGE Editora e Círculo de Brasília Editora, num projeto que o Maurício submeteu ao Fundo da Arte e Cultura - FAC da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal.

Achei o livro bem difícil de ler, apesar de ter ouvido comparações entre o Lowry e o Bukowski (acho que foi para me ganhar). Talvez eu esteja gostando de coisas menos agoniantes e o sufocamento dos personagens foi me sufocando também, o que foi postergando a leitura.

O livro trata da passagem de Bill Plantagenet na ala psiquiátrica de um hospital, e no início faz sucessivos emaranhados de cenas do hospitalares e cenas da embarcação onde estivera Plantagenet. Aos poucos, vai ficando clara a relação entre Plantagenet, seus companheiros de Ala e os médicos.

Em alguns trechos, me diverti com tentativas de advinhações sobre as personalidades de alguns colegas de Plantagenet. Mas acho que sou muito simplória para as letras. e isso fez com que eu não me empolgasse muito com o livro.

Eu cometi o pecado de não gostar de "O Velho e o Mar" também. Lembro até hoje da cara de surpresa da minha mãe quando eu contei para ela que não gostei do livro. Aquela cara de "nossa, mas que filha insensível eu tenho, acho que vou ter que criá-la de novo".

É a vida.

HOMEM DE TRINTA

Por esses dias vai ser aniversário do meu pai. De nascimento. Ele faria 69 anos. Estaria ficando véio, hein véio? Esses dias tenho ouvido Sérgio Sampaio e tenho lembrado de coisas que acabam me remetendo ao meu pai.

Para começar, tenho essas fases de ouvir música e tenho também umas fases de puro silêncio. Tendo em vista que mais de metade dos meus quarenta anos de vida eu passei com música all the time nos meus ouvidos, eu cansei. Gosto muito de silêncio. Gosto muito de música ainda, mas não a toda hora. E gosto só da minha música. Claro que adoro ouvir música dos outros quando isso é uma boa experiência para mim, mas como isso é uma raridade, eu prefiro não compartilhar de experiência de ouvir música a não ser sozinha.

Mas voltando ao Sérgio Sampaio, me lembrei de quando ele se hospedou lá em casa, (na casa do meu pai, onde eu morava, para ser mais exata), em 1982. Ele estava fazendo shows para divulgar o álbum "Sinceramente", que tinha sido lançado de forma independente e que meu pai vendia lá na loja de produtos naturais e discos (vinis, claaaaro) independentes que ele tinha - o Jegue Elétrico.

Eu já conhecia o disco, porque e trabalhava lá no Jegue durante o meio período em que não estudava, então ficava ouvindo todos os discos que se vendia por lá, das gravadoras Som da Gente, Lira Paulistana, Baratos e Afins e umas outras que não lembro. Mas era só coisa boa. Tá certo que lá não vendia os da Punk Rock Discos - não era bem o público alvo.

Aí quando o Sérgio ficou lá em casa que eu fui me tocar que ele que era o autor da famigerada música "Eu quero é botar o meu bloco na rua". Eu com 14 anos, topete rockabilly, três vinizinhos punks vindos de São Paulo, duas reportagens lidas na Revista Som Três, me achava a mais punk do mundo e andava meio alheia ao que acontecia em relação ao meu pai e aos amigos dele.

Mas gostei do Sérgio. Gostava dos amigos do meu pai de forma geral, não achava nenhum deles ripongão chato (pois de fato não eram, todos eram bem interessantes, tinham trabalhos legais, geralmente ligados a coisas criativas, e não eram perdidos no tempo).

Lembro que o Sérgio tinha algo de ácido. Meu pai não bebia, então em casa não tinha bebida. Mas com o Sérgio por lá, isso mudou. Estava sempre com o copinho de uísque na mão. Era um cara engraçado, divertido, altamente sentimental. Não convivi tanto tempo com ele assim, mas foi a impressão que ficou.

Lembro que depois li a dedicatória que ele deixou na capa do vinil e fiquei bem sensibilizada por ver o quanto aquela passagem por lá tinha sido importante para ele.

Agora que já sou uma mulher adulta (hahaha), estou ouvindo o tal do disco e me vieram várias coisas à mente: primeiro o talento desse cara e a forma que morreu. Musicalidade não nasce assim fácil. Mas segurar a cabeça tb não é fácil. Lamento muito que tenha sido difícil para ele.

Em "Sinceramente", existem trechos em "Homem de Trinta" que enaltecem a volta à rotina: "tenho almoçado e jantado, tenho tomado café da manhã; barra pesada não, muito obrigado, tenho levado uma vida sã". Se eu, com as minhas crises de depressão, sei o quanto é bom estar de volta à rotina, imagina uma pessoa com problemas maiores, tipo alocoolismo.

Em "Meu filho, minha filha", ele canta para um filho que ainda não tinha nascido. Aí, vem de novo aquela história de que todo mundo tenta ser o melhor que pode. E aí entra o meu pai na história. Ah, essas músicas dos pais para os filhos!

Tá tudo certo. Feliz aniversário. A gente sempre faz o melhor que pode.

28/08/2008

CONCORRÊNCIA

Menino a cavalo, no município de Jaborandi (BA), 2003.

Táááá, mas o que eu queria dizer não era isso.... É que quando o cara foi sair para a inspeção, não tinha carro disponível. Hahaha, não tinha carro. Só oito. Mas os oito carros, e os oito motoristas que estavam lá, disponíveis, não podiam sair. É que são os carros e os motoristas dos Diretores.

Não faz mal que de fato só quem tenha direito a carro seja o diretor máximo da instituição, ou seja, 01 (um) carro e 01 (um) motorista. Nem que somando as outras diretorias, não se chegue ao número de sete. É que tem que contar chefe de gabinete, secretária, sei lá mais quem....

Agora, para fazer a inspeção, não tem carro, né? Sei...

A resposta para isso? Aquele ar de democratas e amigos dos peões: "ah, mas porque vc não me falou na hora, a gente providenciava um carro". As coisas arrumadas no jeitinho. Arrisca de vc achar que eles estão te fazendo um favor.

CARIMBADOR

Travessia do Barra/Xique-xique, 2003

O fato de eu estar total regimex, maquiagem, drenagem linfática, moda, roupas, não significa que emburreci. Estou cuidando de mim. Talvez até como um modo de pensar noutras coisas, já que gastar meus privilegiados neurônios com os absurdos que ocorrem na esfera maior, nacional, e na que me ronda, a repartição, me esgota muito.

Isso não quer dizer que eu fique passiva nem que eu seja omissa. Apenas estou numa fase em que ando preferindo não me importar. Não perder o sono. Não me irritar, não adquirir mais rugas, não entrar na disputa de poder. Não ter que ter razão. Não ter que provar minha inteligência, não ter que fazer nada além do que já faço. Continuar fazendo, o meu trabalho (e só ele), com a competência que sei que tenho. Quem quiser, veja.

Parafraseando a Tita, me esqueçam. Acho que já andam me esquecendo. É melhor. Não vou em reunião falar nada. Não preciso. Ontem, rolou uma denúncia para um colega de sala ir averiguar. Não era assim uma coisa suuuuper urgente, até mesmo porque as coisas andam tão caóticas que não se tem mais noção do que é prioridade ou não, tipo "vai lá ver o que está rolando". Dona Fulana sente um cheiro desagradável de não sei quê, que pode ser um produto químico.

Pode ser a capa plástica do fio de cobre que a galera rouba e queima para desencapar. Pode ser milhões de coisas. Quando a denúncia chega, o cheiro já passou. Tem a ver com a direção do vento na hora. Aí o técnico vai fazer o quê, molhar o dedo e colocar no vento? Ou usar bola de cristal para saber o que aconteceu?

Claro que um órgão público precisa dar resposta à Dona Fulana, como cidadã. Mas o meu questionamento é: se um Órgão Estadual de Meio Ambiente, com a estrutura que tem, não pode se ocupar de ações mais robustas, como apertar as empresas que estão de fato contribuindo pesadamente para a poluição da Bahia de Todos os Santos, por exemplo. Aquelas, cujo nome a gente já está cansado de saber.

E deixar o cheiro da Dona Fulana para a Prefeitura resolver. E se ocupar de coisas maiores, como o monitoramento dos resíduos, emissões e efluentes, numa escala macro, incluindo inclusive as correntes marinhas e atmosféricas que passam na casa de Dona Fulana, Cicrana e Beltrana.

Não. Fica o Técnico sempre fazendo o varejo. O faz-tudo. Volta, diz no Relatório que nada foi possível de se constatar, arquiva-se. O trabalho vira um cartório.

24/08/2008

TRANSFORMAR


Esses dias eu estava indo para o trabalho (de carona) e a partir de um determinado ponto, havia sempre um ônibus na nossa frente. Nele, quatro garotas que estavam indo para a escola se divertiam no banco traseiro, olhando o percurso, brincando, conversando.

Graciosas, me faziam lembrar do quanto as coisas chatas podem ser divertidas e que a gente tem que se esforçar para isso. Quando perceberam que eu ia fotografá-las, fizeram mais gracinhas ainda. Lindas!

07/08/2008

TEIAS


Mimi se sentia como num casamento de décadas. Não gostava mais daquele trabalho. Não acreditava em mais nada daquilo. O problema é que Mimi nunca foi morna. Só vive sob temperaturas extremas. Se irrita com tanta icompetência e tanta desorganização.

As chefes de Mimi também não estavam satisfeitas em estarem lá, porém cobravam satisfação de todos.

O Hadônio Rocha, coitado, estava a cada dia falando mais alto. Técnicas aprendidas em anos de campanha para o Partido dos Melhores. Ele achava que falando alto, suas palavras talvez adquirissem sentido. Alguém esqueceu de avisá-lo que algumas pessoas estavam fora do seu raio de convencimento.

Mimi estava, definitivamente, fora. Como num casamento: quando as coisas estão ruins, o melhor é a separação.

Queria se separar de todas aquelas pessoas com quem trabalhava. Não dos colegas de trabalho que a abraçavam nos corredores. Mas dos que ditam as normas, os que fazem vista grossa para não serem tirados o poder, enfim: dos que estão lá para que o Partido dos Melhores permaneça.

04/08/2008

DESSEMELHANTE

Os dois, com a camiseta do Grupo Escoteiro, no avião. Lindos, na praia do Farol da Barra Luana e Helena no Farol da Barra Os curitibanos no Farol Vista de cima do Elevador Lacerda. Lá embaixo, o Mercado Modelo.

A titia e os santinhosHelena e suas trançasSuuuper baianosUm batuque mirim Heleninha vendo a Didá passar Eu e os guris no Terreiro de Jesus Dois que não se desgrudam, de grude no Pelô

Henrique jogando capoeira no Mercado ModeloO Elevador Lacerda, agora visto de baixo

Os dois irmãos na Conceição da Barra Os dois na entrada do Solar do Unhão Lelê elegantésima sob a copa de uma árvore Eu e os meninos, numa escada do Solar do Unhão

Bem, eu só faço certos passeios nessa cidade quando vêm amigos meus de fora. Fui com a Luana, Helena e Henrique ao Pelourinho, Mercado Modelo e Solar do Unhão.

A miséria assola a cidade. Tudo decadente. O Pelourinho é bem menos pior de dia que de noite, dá até para passear e sentir um pouco a beleza do lugar. Se vc não quer passar vergonha, não ande no Pelourinho comigo. Porque vergonha, vergonha mesmo, é vc não poder andar em paz pelas ruas, que já vem uma pessoa querer amarrar uma fitinha do Bonfim no pulso.

Logo para cima de moá, camarada? Não vou aguento papinho de "Sorria, vc está na Bahia". Tirando isso, é fantástico poder encontrar com batuques a qualquer hora. Dá até para esquecer que esses mesmos batuques foram o pretexto utilizado para essa massificação cultural que assola a velha Bahia.

O Pelourinho é realmente bonito. Mais bonito nas fotos, que não levam a aura demente dos seus frequentadores. Não revelam o turismo sexual, a prostituição, as drogas, o vício, a pobreza, o conformismo, o roubo, a violência. Revelam apenas pessoas felizes, sorrindo ao lado dos monumentos históricos. Então, que assim seja.

Na Sorveteria Cubana, disputamos espaço com os turistas de excursão. Não entendo como alguém pode fazer um turismo desses, comandado por uma pessoa que usa apito. Hora para chegar, hora para sair. E caros. Os caras têm a manha de cobrar trintão por cabeça para quem está fora dos pacotes andar num buzão. De dois andares, mas buzão, com hora para subir, hora para descer.

Continuando o passeio, descemos o Lacerda e fomos ao Mercado Modelo. Vontade de comprar mil toalhas de mesa coloridas, mas graças a Deus eu estava sem dinheiro. De lá, a pé para o Solar do Unhão - que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia.

Aí a gente entende porque a Bahia é como é. É linda, mas não funciona. Tipo um cara com jeito de gostosão, mas brocha. O MAM brochou. Fui mostrar uma boa vista do pôr-do-sol para as crianças, mas não pudemos passar uma cordinha com uns cones. Um segurança com uma camiseta escrito "Pitta" nos impediu. Informou que haveria um show a partir das 19h. Eram cinco da tarde, e não adiantou eu falar que não tinha nenhum interesse em ficar lá para o show (que aliás devia ser uma bosta). O imbecil achou que eu ia, com aquelas duas crianças, ficar mofando lá por duas horas? Que era golpe?

Parabéns ao Governo Jacques Wagner e ao grande Secretário Márcio Meirelles que conseguiram privatizar um dos poucos espaços agradáveis da cidade. Mostrar o Parque das Esculturas para eles? Não pode, porque estava fechado. Mostrar a escada de madeira projetada por Lina Bo Bardi? Tb não pode, porque está fechado.

Oxi, mas o MAM não tinha ficado fechado em julho de 2007 para reformas? Estaria eu fazendo confusão? Nãããõ, meus amigos. Sorriam. E continuem votando nos moderninhos, nos engajados.

03/08/2008

QUARENTINHA


Meus monstros estão ficando todos coloridos e divertidos.

28/07/2008

MAL GASTO


Fotos jogo rápido: Fábio Mesquita, estagiário do IMA.

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No intuito de ajudar o Instituto de Mamíferos Aquáticos no trabalho de reabilitação dos pingüins que apareceram no Litoral da Bahia, estamos repassando essa lista com os materiais que estão sendo utilizados para que se façam doações.
1.. Seringa de 20 ml
2.. Jornal ( sem cheiro de naftalina ou mofo)
3.. Toalha usada
4.. Sardinha inteira e com vísceras
5.. Cloro
6.. Clorixidina para limpeza dos pingüins.
7.. Luvas de procedimento
8.. Gaze
9.. Álcool iodado
10.. Papel Toalha
11.. Detergente de pia neutro
12.. Medicamento Humano: - Emulsão Scott e Peptosil
13.. Medicamento Veterinário: - Alantol, Hemolitan, Epitezan pomada, Enterex
14.. Sonda uretra 20, 18 ou 16
15.. Avental descartável


Eu não dôo. Os pingüins, vejam só, dependem da boa vontade da população para sobreviver. O Estado, paquiderme mofado, não faz nada. Transfere a responsabilidade para os incautos.

Para gastar o MEU e o SEU dinheiro com esterilização de cães e gatos, eles são rápidos. Não que isso não tenha sua importância, mas é caso de saúde pública, e não meio ambiente. Outra coisa que eles sabem é fazer projetos nas cidades onde são candidatos. E cancelar as multas emitidas (não, para isso não tem link). E investigar um evento só para dar resposta ao eleitorado e oportunidade de coleta de dados para um bambambam. E depois não saber o que fazer com o equipamento adquirido.

Além do meu voto, querem as minhas doações. Mas... dar sardinha para os pinguins, ninguém quer. Oh, tolinhos, ia render um monte de votos!

24/07/2008

AVE!


O pinguim não está com os olhos vermelhos, mas está exausto. Lutando para sobreviver. Algo saiu errado nos seus planos. Desvio de rotas. Nada a ver com livre arbítrio.

Chegou na praia errada. Para ele, não foi uma Boa Viagem, embora tenha chegado na localidade com esse nome. "Que porra eu estou fazendo aqui", ele deve ter pensado. Ou será que ficou aliviado por, finalmente, ter chegado em solo firme, depois de nadar, errante?

O resultado da estupidez humana recai sobre eles. Recai sobre as correntes marítimas, recai sobre a atmosfera, recai sobre o clima.

A ele, só restou uma caixa de papelão no IMA (Instituto de Meio Ambiente, ex-CRA), após ser recolhido por moradores das cercanias. De lá, ele foi para outro IMA (Instituto de Mamíferos Aquáticos), mesmo sendo uma ave.

Ave doente, ave debilitada, ave que comove. Ave que faz cocô mole, ave que tem cheiro de mar. Ave que está sendo vendida. Ave que é comprada, ave que virou moeda de troca entre os que também sofrem com a estupidez humana. Mas nem por isso deixam de exercê-la.

A estupidez que os permite comer as aves que aparecem no mar. A mesma estupidez, diriam alguns, que faz com que a gente compre aves no supermercado. A estupidez dos que ficarão doentes ao comer as aves. A minha estupidez ao pagar o imposto que tratará da saúde (?) dos comedores de aves silvestres

A grande estupidez da capital baiana ao estar tão despreparada para receber os "hermanos" avícolas.

15/07/2008

MEMÓRIA



















Cartaz/inscrição em um muro de um colégio público perto de casa.

E a minha guerra, quem esquece?

01/07/2008

SOIS REI



Minc anuncia acordo com o setor madeireiro
O governo fechou ontem o primeiro acordo com o setor madeireiro para frear
a exportação de toras cortadas ilegalmente na Amazônia. O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, e o diretor da Associação das Indústrias
Exportadoras de Madeira do Pará (Aimex), Justiniano Neto, assinarão o
compromisso no dia 18, em Belém. Os exportadores se comprometeram a não
comprar madeira retirada de áreas devastadas ilegalmente. Em contrapartida,
o governo prometeu acelerar a regularização ambiental das madeireiras e
editar uma instrução técnica com normas para as derrubadas na Amazônia.
Minc prometeu dobrar as metas de concessão de florestas para uso
sustentável
-

O Globo, 26/6, O País, p.4.
Fonte: ISA

Pelamordedeus, alguém o avise que isso só vai funcionar em manchete de jornal. Será que a inteligência estelar do ministro (só não é maior que sua vaidade) previu que há a necessidade de implementação de mecanismos de monitoramento de entrada e saída do estoque de cada uma desses madeireiras?

Ah, mas para quê isso, se o importante é agilizar as licenças e dobrar as concessões? 

AMIGO DO DONO




Chefe de gabinete diz que para Lula ambiente é importante, mas não decisivo


Em entrevista, Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente da República, diz que "a cabeça de Lula é a do peão do ABC. O núcleo da preocupação do presidente é com emprego e salário. Vejo isso todo dia. Assim, se o banqueiro tiver lucro, tudo bem". Ele diz: 'Eu prefiro que esses caras tenham lucro do que fazer um Proer para eles depois'. Mesmo em relação à reforma agrária, eu não sinto que ele se empenhe tanto, quanto por salário e emprego. Nem quanto ao ambiente. Vou ser bem claro aqui: ele acha importante a preservação, mas, entre um cerradinho e a soja, ele é soja. O ambiente é uma questão importante, mas não é decisiva. O que é decisivo é a economia. Gilberto Carvalho afirma também que, para assuntos considerados importantes o governo conta com a mão forte da ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, para acelerar os processos, como no caso da "guerra" com a Ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, para que houvesse o leilão das hidrelétricas do Rio Madeira - Veja, 2/7, p.11 a 15.

Fonte: ISA


Meu humor já está uma beleza. Esses caras que não brinquem.