06/02/2008
GARAPA
CELEBRATION
Uma das inúmeras lindas e felizes crianças fantasiadas no Bloco (as fotos do celular, que já eram ruins, agora "deram" para sair pequeninhas)05/02/2008
A FLOR DO SERENO
A orquestra em ação 
03/02/2008
SABADÃO
02/02/2008
O FEITIÇO DA VILA
01/02/2008
DE JANEIRO
Mural na Estação de Metrô Siqueira Campos, em Copacabana. Foto escura, de celular. Inscrições: letra de "Tem mais samba", de Chico Buarque (1964) - Para o musical Balanço de Orfeu, de Luiz Vergueiro:Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no chão do que na lua
Tem mais samba no homem que trabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver
O cúmulo do charme, na Visconde de Pirajá os canteiros das árvores não são forrados de pedrinhas - e sim de... conchinhas!!!31/01/2008
OH RIO RIO DANCE ACROSS THE RIO GRANDE

05/01/2008
RESULTADOS

O Centro de Recursos Ambientais - CRA, em parceria com o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil, apreendeu grande quantidade de madeira de lei, proveniente da Mata Atlântica, no município de Amargosa, na localidade de Lagoa de Dentro. No total, foram apreendidas 65 pranchas de vinhático, com volumetria de 4,84 metros cúbicos e 58 peças de massaranduba, com volumetria de 2,58 metros cúbicos.
Durante a operação, ainda foram detidos os irmãos Neilton e Nilton Lemos dos Santos, os principais responsáveis pelo desmatamento na região, após terem sido flagrados beneficiando madeira nativa - vinhático e massaranduba. Eles mantinham duas serrarias e um areal clandestino, todos interditados pelo CRA. Essa ação foi desencadeada depois de um primeiro mapeamento aéreo, com o helicóptero do CRA, através de um minucioso trabalho de inteligência. As madeiras apreendidas estão sob a guarda da Promotoria de Justiça e da delegacia policial de Amargosa.
A ação de Fiscalização Ambiental Integrada em Amargosa é o resultado de um novo modelo de fiscalização ambiental, que integra o Sistema de Proteção Legal da Mata Atlântica - SISPROT. Uma base ambiental, que atenderá, inicialmente, as regiões do Recôncavo e Baixo Sul, vai ser inaugurada no município. Nesse novo formato institucional estão presentes o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil, através do Departamento de Polícia Ambiental, e o próprio CRA.
Fonte: SEIA
Êêêêêê que orgulho que tenho dos meus colegas! Isso já é resultado daquele sobrevôo que a gente fez no final do ano passado! Mas sem a força, determinação, ética e coragem, que para eles são rotineiras, eles não teriam conseguido pegar esses dois, que eram os principais armadores do esquema ilegal na região. Cara, quando foram ver a ficha policial dos dois caras, era tão suja, mas tão suja, que eles ficaram lá na "deléga" mesmo.
É o que todo mundo já sabe: o crime ambiental anda de braços dados com outras contravenções: trabalho escravo, sonegação fiscal, corrupção em várias instâncias. O tráfico de madeira e o de animais silvestres é o terceiro negócio ilegal mais lucrativo do mundo, estando atrás somente do de drogas e de armas.
Estamos trabalhando, com afinco!
02/01/2008
E LA NAVE VA
O bichinho narigudo
Posando de alerta, mas morrendo de sono, às seis da matina
Um dos muitos desmatamentos na Serra do TimbóNa época em que eu estava no licenciamento, novamente nunca fiz um sobrevôo. Cá para nós, eles sempre eram pagos pelas empresas, e muitas vezes substituíam as inspeções de campo, então eu nunca quis entrar nesse bolo. Sempre fiz as coisas da minha maneira - da mais difícil e trabalhosa, porém sem resquícios de desonestidade ou faltas de rigor técnico ou legal.
Agora não, conseguimos, por meio do esforço pessoal da Coordenação onde trabalho, o aluguel de uma aeronave para trabalhar. Que diferença! Antes, se vc queria ou precisava voar, vc era um fresco, estava inventando moda, afinal vc era um peão, e peão não tinha nada mais a fazer do que assinar as porras do papéis que eles queriam, além de se foder em campo, é claro.
Os técnicos que voavam nas inspeções não o faziam por terem argumentado com suas Coordenações, mas sim porque as empresas disponibilizavam o helicópetero, e via de regra o Coordenador sempre queria fazer média com a empresa, e quando possível reduzir o tempo de inspeção do técnico, para agilizar a expedição da licença. Em suma, tudo faz parte de um pacote de troca de gentilezas entre órgão ambiental e empresas, que inclui hospedagem paga para o técnico, embora este receba sua diária para tais despesas.
Foi por não concordar com estas e outras práticas que saí do Licenciamento.
Agora, na Fiscalização, tendo os dias muito felizes no CRA - se bem que meu início no Licenciamento também foi muito bom, porque eu aprendi muito e ainda não tinha descoberto em quantas armadilhas eu poderia cair - finalmente fiz meu primeiro sobrevôo.
Fomos para a região de Serra do Timbó, onde o desmatamento está atingindo níveis alarmantes. Aliada à pressão antrópica, a prioridade de conservação dos remanescentes florestais na região fizeram com que se formasse uma Base Ambiental, numa parceria entre o CRA, o Ministério Público Estadual, a Delegacia Ambiental da Polícia Civil , a Prefeitura de Amargosa e a ONG Centro Sapucaia, com o apoio do Projeto Corredores Ecológicos.
Neste sobrevôo, fomos fazer um reconhecimento da área e marcar as coordenadas e acessos das principais infrações na região, para então planejarmos uma operação por terra. Como eu sempre ouvia histórias de gente que passava mal no helicópero, tomei um Plasil antes, com receio de passar mal lá em cima e ter que pedir para descer.
O que eu não levei em conta é que quando tomo Plasil fico completamente mole. Assim, foi entrar no helicópetero e começar a ter sono. No começo, pensei que era porque eu havia acordado muito cedo - cinco da manhã. Mas depois, o sono não passava. Era para eu estar entusiasmada, mas eu só queria dormir.
Foi impressionante o número de áreas sendo desmatadas no exato momento do vôo, e o carregamento de madeira tb. O interessante é que a galera sai correndo ao ver o helicópetro se aproximando, ou seja, eles têm perfeita noção que estão praticando um delito.
Depois de ver tanto desmatamento, lá de cima mesmo dá para fazer um diagnóstico entre a parte norte a a parte sul da Serra, as diferenças na dinâmica no uso e ocupação do solo - as ameaças mais preementes e as ações mais urgentes. Agora era voltar pro escritório, planejar e finalmente - graças às condições que finalmente foram disponibilizadas aos técnicos para exercerem eticamente suas funções - botar a mão na massa.
23/12/2007
GRANDE SÃO PAULO
O piso desenhado constantemente entremeando tudo isso. O meu olhar. A minha satisfação por estar lá, novamente, podendo respirar tudo aquilo. Num minuto, tudo voa. Eu bem mais feliz do que acreditava ter sido outrora, andando por aqueles mesmos lugares. Sozinha. Essa experiência pertence somente a mim.
Meu pés, o piso. Guimbas de cigarros, senhoras evangélicas, o ídolo sertanejo. Contrastando, um cabeludo, tranquilo apesar do passo paulistano. Compro Ouro. Durmo no chão, encolhido. Tenho os pés sujos. Moro em São Paulo. Casquinhas por 1 real.
16/12/2007
REVERTÉRIO
Afirmação
10.12.2007
Em entrevista hoje à rádio CBN, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco – depois de uma longa explicação das diferenças entre os dados do PRODES e do DETER sobre o desmatamento na Amazônia – disse que a estimativa do PRODES recentemente divulgada, “que fez a avaliação anual do desmatamento até 30 de julho de 2007, confirmando a tendência de redução, de queda, que nós esperávamos que fosse um pouco maior, mas chegou a 20% de redução em relação ao ano passado. Foi um dado novo importantíssimo para confirmar uma estimativa feita anteriormente, em agosto”.
Contradição
10.12.2007
Capobianco disse, também, sobre o DETER, o seguinte: “nos meses de julho, agosto, setembro e outubro, portanto nos últimos quatro meses, houve um aumento em relação aos mesmos meses do ano passado. Então, há uma clara tendência de aumento de desmatamento, porém, o que nós temos é uma tendência. Por que é que é uma tendência? Porque o desmatamento se mede em doze meses, então nós tivemos quatro meses, em que na realidade identificamos aumento do desmatamento, mas há uma ação firme aí do governo, na tentativa de reverter isso”.
Enrolação
Após dizer que a seca se prolongou e contribuiu para o aumento do desmatamento e que agora entramos no período de chuva, Capobianco falou que “agora nós temos, então, que trabalhar os próximos oito meses para reverter essa tendência”. E concluiu “se nós formos capazes de revertermos isso a partir principalmente de março, que é quando o desmatamento retoma, na Amazônia, nós podemos manter essa tendência de queda. Então, de fato houve, há, uma tendência de aumento, mas, repito, essa tendência, ela só se confirmará, se nós não a revertermos nos próximos oito meses”.
Fonte: O Eco
Em compensação, tem gente boa ralando na ponta, basta ver a apresentação da Diretoria de Proteção Ambiental do IBAMA sobre o tema, em 2006. Mas com essa série do políticas divergentes, deve ficar difícil trabalhar por lá, imagino. Além disso, salvo engano, os dados nos quais a própria Dipro se baseia em 2006 são do DETER, é essa mesma fonte que o Capô quer amenizar em 2007...
15/12/2007
QUEM TE VIU...
Quando líder sindical, o presidente Lula adotou a mesma estratégia de dom Luiz Flávio Cappio. Preso em abril de 1980, ao liderar uma greve no ABC paulista, Lula fez jejum de seis dias no Dops (Departamento de Ordem Política e Social).
Quem convenceu Lula a interrompê-lo foi d. Cláudio Hummes, então bispo de Santo André e hoje "ministro" do papa no Vaticano.
Fonte: Folha on Line
14/12/2007
JEJUM
Esse Jacques Wagner anda muito ousado... Disse que ao fazer greve de greve de fome, o Bispo de Barra, D. Luiz Flávio Cappio, "não está seguindo as regras da democracia". Acredita que o bispo está confundindo “um debate técnico e político, que é a oferta de água para os nordestinos, com o dogma de uma religião”.Ah, governador, confundindo as coisas está o Senhor, e tentando que levar a opinião pública a enganos, já que estamos fartos dessa conversa que a transposição vai garantir água para os nordestinos. Tá, tá, é radicalismo meu, desculpe. Vai garantir água para os irrigantes nordestinos. Quer dizer, talvez eles sejam nordestinos. Mas os que continuarão sem água para consumo humano certamente são.
Eu tive a honra de em agosto participar, como palestrante, pelo CRA, de um Seminário, na Diocese de Barra, sobre a atividade de carvoejamento na região. Conheci o Bispo pessoalmente e ele foi extremamente feliz em sua afirmação: "é impossível pensar em revitalização sem a extinção da atividade clandestina de carvoejamento".
Ele recebeu o CRA muitíssimo bem, e agora o governador faz essa declaração, pela qual eu, como servidora pública da área ambiental me sinto profundamente envergonhada!
Mas a resposta de D. Cappio fala por si mesma: "Jejuo também por democracia real".
Abaixo, o texto na íntegra:
Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto autoritário e falacioso: o da transposição.
Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do rio São Francisco.
Meu gesto não é imposição voluntarista de um indivíduo. Fosse isso, não teria os apoios numerosos, diversificados e crescentes que tem tido de representantes de amplos setores da sociedade, inclusive do próprio PT.
Vivêssemos uma democracia republicana, real e substantiva, não teria que fazer o que estou fazendo.
Um dos mais graves males da "democracia" no Brasil é achar que o mandato dado pelas urnas confere um poder ilimitado, aval para um total descompromisso com o discurso de campanha, senha para o vale-tudo, para mais poder e muito mais riquezas. Tráficos de influências, desvios do erário, porcentagens em obras públicas e mensalões são práticas tradicionais na política brasileira, infelizmente, pelo visto, ainda longe de acabar. A sociedade está enojada e precisa se levantar.
Há políticos -e, infelizmente, não são poucos- que, por onde passaram na vida pública, deixaram um rastro de desmandos, corrupção, enriquecimento ilícito etc. Como ainda funcionam o clientelismo eleitoral, a mitificação de personagens, as falsas promessas de campanha, o "toma-lá-dá-cá" e mais deseducação que educação política do povo, esses políticos conseguem se reeleger e galgar posições de alto poder em governos, quaisquer que sejam as siglas e as alianças.
Na campanha do candidato Lula, o tema crucial da transposição era evitado o máximo possível. Mas as campanhas eleitorais, à base do marketing e das verbas de "caixa dois" das empresas, são tidas e havidas como grandes manifestações do vigor de nossa democracia, que, com urnas eletrônicas, dá exemplo até aos EUA...
O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco.
O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.
A transposição não tem nada a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87% dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia, voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.
Esses números são dos EIAs-Rima (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente), públicos por lei, já que, na internet, o governo só colocou peças publicitárias.
O projeto de transposição é ilegal e vem sendo conduzido de forma arbitrária e autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas são afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a Constituição.
Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as obras iniciais, abusando do papel das Forças Armadas, militarizando a região. A decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, de Brasília, em 10/12 deste ano, obrigando a suspensão das obras, é mais uma evidência disso.
O mais revoltante, porque chega a ser cruel, é que o governo insiste em chantagear a opinião pública, em especial a dos Estados pretensos beneficiários, com promessas de água farta e fácil, escondendo quem são os verdadeiros destinatários, os detalhes do funcionamento, os custos e os mecanismos de cobrança pelos quais os pequenos usos subsidiariam os grandes, como já acontece com a energia elétrica. Os destinos da transposição os EIAs/Rima esclarecem: 70% para irrigação, 26% para uso industrial, 4% para população difusa.
Temos um projeto muito maior. Queremos água para 44 milhões de pessoas no semi-árido. Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço previsto no PAC para a transposição.
O Atlas Nordeste da ANA (Agência Nacional de Águas) e as iniciativas da ASA (Articulação do Semi-Árido) são muito mais abrangentes, têm prioridade no abastecimento humano e utilizam as águas abundantes e suficientes do semi-árido.
Fui chamado de fundamentalista e inimigo da democracia porque provoquei que o povo se levantasse e, disso, os "democratas" que me acusam têm medo. Por que não se assume a verdade sobre o projeto e se discute qual a melhor obra, qual o caminho do verdadeiro desenvolvimento do semi-árido? É nisso que consiste a nossa luta e a verdadeira democracia.
DOM FREI LUIZ FLÁVIO CAPPIO, 61, é bispo diocesano da cidade de Barra (BA) e autor do livro "Rio São Francisco, uma Caminhada entre Vida e Morte".
04/11/2007
LA BALSITA



UMA BEIRA NO JEQUITINHONHA









Então, entro na cidade de Itapebi.
Escolada em interior da Bahia do jeito que sou, já tendo sofrido muito com as mazelas sociais e ambientais de cada lugar visitado, já tendo chorado e me desesperado ao entrar em dezenas de cidades e me deparar inevitavelmente com o mesmo cenário, somente comprovei o habitual. Cidadezinha pequeninha, pobrezinha, feinha. Brinquei com o motorista, de um modo preconceituoso: "que bom que eu moro em Salvador".... Sendo que eu não acho bom, eu acho Salvador um cocô, imagine se eu morasse nessas cidades onde vou a trabalho... Aí a relatividade das coisas começa a te pegar. Mas não pode deixar pegar muito, senão se conforma com uma vida no meio do mato, como a que eu tive durante alguns anos, e quando vi, estava com uma vida que nada tinha a ver comigo.
Bom, mas voltemos a Itapebi. Como toda cidade, eu entro reclamando, mas na conversa com os Secretários de Meio Ambiente, sinto tanta realização... Tanta coisa a fazer, e em vez de pensar, como antes: "que droga, está tudo errado, que se dane tudo", eu penso, e tenho o discurso "vamos fazer juntos, essa é uma etapa do nosso trabalho". Essa é a diferença de ser sacaneada e de ser valorizada no trabalho. Estou sendo valorizada, e tenho que aproveitar, pois não sei o quanto isso dura.
Depois do trabalho feito, o Secretário foi me mostrar uma matinha onde quer fazer uma UC. Linda, mas o mais surpreendente não é isso. Atrás dela, à beira do Jequitinhonha, existe a cidade velha. Velha porque os moradores foram se mudando para o alto, e poucos ficaram na beira do rio. Uma pena! Ruas de paralelepípedo, praça com (dizem) a maior canoa do mundo, casario merecedor de conservação, um lugar onde dá vontade de andar, conversar com os poucos moradores que restaram, saber porque ficaram, como era antes...
Porque as pessoas se vão? Os lugares morrem, outros mais feios surgem, os que eram belos viram decadentes... Aquilo lá tem que ser revitalizado, virar roteiro turístico... Mas fazer o quê, se a galera que vem para a região (leia-se Porto Seguro) quer encher os cornos de cachaça e dançar axé espremido?
Enquanto isso, vou andando.











