A orquestra em ação 
A orquestra em ação 
Mural na Estação de Metrô Siqueira Campos, em Copacabana. Foto escura, de celular. Inscrições: letra de "Tem mais samba", de Chico Buarque (1964) - Para o musical Balanço de Orfeu, de Luiz Vergueiro:
O cúmulo do charme, na Visconde de Pirajá os canteiros das árvores não são forrados de pedrinhas - e sim de... conchinhas!!!

O Centro de Recursos Ambientais - CRA, em parceria com o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil, apreendeu grande quantidade de madeira de lei, proveniente da Mata Atlântica, no município de Amargosa, na localidade de Lagoa de Dentro. No total, foram apreendidas 65 pranchas de vinhático, com volumetria de 4,84 metros cúbicos e 58 peças de massaranduba, com volumetria de 2,58 metros cúbicos.
Durante a operação, ainda foram detidos os irmãos Neilton e Nilton Lemos dos Santos, os principais responsáveis pelo desmatamento na região, após terem sido flagrados beneficiando madeira nativa - vinhático e massaranduba. Eles mantinham duas serrarias e um areal clandestino, todos interditados pelo CRA. Essa ação foi desencadeada depois de um primeiro mapeamento aéreo, com o helicóptero do CRA, através de um minucioso trabalho de inteligência. As madeiras apreendidas estão sob a guarda da Promotoria de Justiça e da delegacia policial de Amargosa.
A ação de Fiscalização Ambiental Integrada em Amargosa é o resultado de um novo modelo de fiscalização ambiental, que integra o Sistema de Proteção Legal da Mata Atlântica - SISPROT. Uma base ambiental, que atenderá, inicialmente, as regiões do Recôncavo e Baixo Sul, vai ser inaugurada no município. Nesse novo formato institucional estão presentes o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil, através do Departamento de Polícia Ambiental, e o próprio CRA.
Fonte: SEIA
Êêêêêê que orgulho que tenho dos meus colegas! Isso já é resultado daquele sobrevôo que a gente fez no final do ano passado! Mas sem a força, determinação, ética e coragem, que para eles são rotineiras, eles não teriam conseguido pegar esses dois, que eram os principais armadores do esquema ilegal na região. Cara, quando foram ver a ficha policial dos dois caras, era tão suja, mas tão suja, que eles ficaram lá na "deléga" mesmo.
É o que todo mundo já sabe: o crime ambiental anda de braços dados com outras contravenções: trabalho escravo, sonegação fiscal, corrupção em várias instâncias. O tráfico de madeira e o de animais silvestres é o terceiro negócio ilegal mais lucrativo do mundo, estando atrás somente do de drogas e de armas.
Estamos trabalhando, com afinco!
O bichinho narigudo
Posando de alerta, mas morrendo de sono, às seis da matina
Um dos muitos desmatamentos na Serra do TimbóAfirmação
10.12.2007
Em entrevista hoje à rádio CBN, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco – depois de uma longa explicação das diferenças entre os dados do PRODES e do DETER sobre o desmatamento na Amazônia – disse que a estimativa do PRODES recentemente divulgada, “que fez a avaliação anual do desmatamento até 30 de julho de 2007, confirmando a tendência de redução, de queda, que nós esperávamos que fosse um pouco maior, mas chegou a 20% de redução em relação ao ano passado. Foi um dado novo importantíssimo para confirmar uma estimativa feita anteriormente, em agosto”.
Contradição
10.12.2007
Capobianco disse, também, sobre o DETER, o seguinte: “nos meses de julho, agosto, setembro e outubro, portanto nos últimos quatro meses, houve um aumento em relação aos mesmos meses do ano passado. Então, há uma clara tendência de aumento de desmatamento, porém, o que nós temos é uma tendência. Por que é que é uma tendência? Porque o desmatamento se mede em doze meses, então nós tivemos quatro meses, em que na realidade identificamos aumento do desmatamento, mas há uma ação firme aí do governo, na tentativa de reverter isso”.
Enrolação
Quando líder sindical, o presidente Lula adotou a mesma estratégia de dom Luiz Flávio Cappio. Preso em abril de 1980, ao liderar uma greve no ABC paulista, Lula fez jejum de seis dias no Dops (Departamento de Ordem Política e Social).
Quem convenceu Lula a interrompê-lo foi d. Cláudio Hummes, então bispo de Santo André e hoje "ministro" do papa no Vaticano.
Fonte: Folha on Line
Esse Jacques Wagner anda muito ousado... Disse que ao fazer greve de greve de fome, o Bispo de Barra, D. Luiz Flávio Cappio, "não está seguindo as regras da democracia". Acredita que o bispo está confundindo “um debate técnico e político, que é a oferta de água para os nordestinos, com o dogma de uma religião”.Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do rio São Francisco.
Meu gesto não é imposição voluntarista de um indivíduo. Fosse isso, não teria os apoios numerosos, diversificados e crescentes que tem tido de representantes de amplos setores da sociedade, inclusive do próprio PT.
Vivêssemos uma democracia republicana, real e substantiva, não teria que fazer o que estou fazendo.
Um dos mais graves males da "democracia" no Brasil é achar que o mandato dado pelas urnas confere um poder ilimitado, aval para um total descompromisso com o discurso de campanha, senha para o vale-tudo, para mais poder e muito mais riquezas. Tráficos de influências, desvios do erário, porcentagens em obras públicas e mensalões são práticas tradicionais na política brasileira, infelizmente, pelo visto, ainda longe de acabar. A sociedade está enojada e precisa se levantar.
Há políticos -e, infelizmente, não são poucos- que, por onde passaram na vida pública, deixaram um rastro de desmandos, corrupção, enriquecimento ilícito etc. Como ainda funcionam o clientelismo eleitoral, a mitificação de personagens, as falsas promessas de campanha, o "toma-lá-dá-cá" e mais deseducação que educação política do povo, esses políticos conseguem se reeleger e galgar posições de alto poder em governos, quaisquer que sejam as siglas e as alianças.
Na campanha do candidato Lula, o tema crucial da transposição era evitado o máximo possível. Mas as campanhas eleitorais, à base do marketing e das verbas de "caixa dois" das empresas, são tidas e havidas como grandes manifestações do vigor de nossa democracia, que, com urnas eletrônicas, dá exemplo até aos EUA...
O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco.
O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.
A transposição não tem nada a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87% dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia, voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.
Esses números são dos EIAs-Rima (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente), públicos por lei, já que, na internet, o governo só colocou peças publicitárias.
O projeto de transposição é ilegal e vem sendo conduzido de forma arbitrária e autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas são afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a Constituição.
Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as obras iniciais, abusando do papel das Forças Armadas, militarizando a região. A decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, de Brasília, em 10/12 deste ano, obrigando a suspensão das obras, é mais uma evidência disso.
O mais revoltante, porque chega a ser cruel, é que o governo insiste em chantagear a opinião pública, em especial a dos Estados pretensos beneficiários, com promessas de água farta e fácil, escondendo quem são os verdadeiros destinatários, os detalhes do funcionamento, os custos e os mecanismos de cobrança pelos quais os pequenos usos subsidiariam os grandes, como já acontece com a energia elétrica. Os destinos da transposição os EIAs/Rima esclarecem: 70% para irrigação, 26% para uso industrial, 4% para população difusa.
Temos um projeto muito maior. Queremos água para 44 milhões de pessoas no semi-árido. Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço previsto no PAC para a transposição.
O Atlas Nordeste da ANA (Agência Nacional de Águas) e as iniciativas da ASA (Articulação do Semi-Árido) são muito mais abrangentes, têm prioridade no abastecimento humano e utilizam as águas abundantes e suficientes do semi-árido.
Fui chamado de fundamentalista e inimigo da democracia porque provoquei que o povo se levantasse e, disso, os "democratas" que me acusam têm medo. Por que não se assume a verdade sobre o projeto e se discute qual a melhor obra, qual o caminho do verdadeiro desenvolvimento do semi-árido? É nisso que consiste a nossa luta e a verdadeira democracia.
DOM FREI LUIZ FLÁVIO CAPPIO, 61, é bispo diocesano da cidade de Barra (BA) e autor do livro "Rio São Francisco, uma Caminhada entre Vida e Morte".












Reunião (2007)