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| Linha de trem na Barreirinha, Curitiba, PR |
Comida de gente no prato do cachorro, comida de cachorro no prato de gente.
Cupins da afetividade destruíram o chão, sob o qual há apenas a dureza da rocha.
Tempestades emocionais carregaram para longe as telhas.
A porta do desafeto só abre com um faca travestida de maçaneta.
O jardim desprotegido é agora um pátio barrento.
O tapete do desamparo abriga a placenta canina.
Eu, antigo capacho, agora não abrigo nem compreensão.

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